In-Versões


17/12/2008


 

Poesia pode ser tudo ...

 

 "(...) não é ofício de poeta narrar o que aconteceu; é sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. (...) a poesia é algo de mais filosófico e mais sério do que a história, pois refere aquela principalmente o universal, e essa o particular". (Aristóteles) 

A linguagem poética evoca-se nos mais variados formatos, mesmo que despercebida, acaba por se revelar numa simples imagem de um filme ou numa singela frase de uma canção. A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, "que é a permissão para extrapolar o uso da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavrão,   desvios da norma culta ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter - fingidor -". (Wikipédia)

Em meio  tantas permissões, também devemos perceber o caráter bom e ruim desses exageros. É claro, que existem coisas boas, que são construídas à base de coisas ruins, e vice-versa. Mas é certo esclarecer que a linha que separa as "jóias" das "bijouterias", salta aos olhos imediatamente, nesse caso,  a parte ruim, que é exposta amiúde em maioria massacrante, que será desnuda pela ausência do vigor e principalmente da concisão.

O destino segue a bússola onde o norte são as escolhas, e acredito que as opções não são basicamente divididas em "certas" ou "erradas",   creio que são feitas através de necessidades ou afinidades, e isso resultará em algo estupendo ou estúpido.

Escrito por R Couto às 00h00
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22/07/2008


Photo by Patti Levey - Taking Liberty

 

"Me atreverei a tudo o que possa fazer um homem. Quem se atreve a mais é insensato." (W. Shakespeare)

 

Atrevo-me a pensar e escrever

 

Numa dessas noites insone, lendo, encontrei a frase acima. Gostei. Após certo discernimento, veio-me uma estranha visão de limitação incompreensível. Remeteu-me a pensar o quanto posso atrever-me na vida. Claro que, como homens somos iguais, o que nos difere basicamente é o instinto e a maneira de pensar. Daí cabe-me, dentre minha própria limitação, o quanto espero de mim. Tomando como ponto de partida minhas aspirações, encorajei-me e dei o primeiro sopro de vida à esse Blog, escreverei minha versão para variados temas, que poderão ser para muitos, ou para poucos uma inversão. Arriscarei escrever livremente, pois não sou nenhum doutor em qualificação textual, apenas valerei da minha ânsia e do direito de pensar. 

Escrito por R Couto às 02h18
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